27/02/12

Roteiro da economia para construção da tua casa

Da escolha do terreno aos acabamentos, a construção pode ter seus custos significativamente reduzidos, desde que o processo tenha um planejamento e uma organização adequado. As dicas abaixo buscam, de forma bastante resumida e simplificada, mostrar como:

COMPRA DO TERRENO 
  • Se possível, escolher um terreno plano, o que representará menos gastos com terraplanagem e fundações;
  • Para avaliar o solo, é importante contratar uma empresa de sondagem; caso o resultado apresente um solo de boa resistência superficial, será possível utilizar uma fundação tipo sapata corrida (uma laje armada horizontalmente, de 50 a 60cm, em valas de aproximadamente 1 metro de profundidade), que consome menos concreto;
  • Em um lote acidentado é possível fazer terraplanagem, mas a necessidade de fazê-la ou não será definida pelo projeto arquitetônico, que pode tirar proveito da inclinação ou dos acidentes naturais do lugar;
  • Para terrenos em declive, uma solução pode ser a utilização de uma estrutura independente.

PROJETO
  • É altamente recomendável investir na contratação de um arquiteto ou engenheiro civil, informando a este profissional o quanto se pretende gastar com a construção;
  • Revisar o projeto e esclarecer todas as dúvidas até o fim. É muito mais fácil e barato solucionar erros e pedir mudanças na fase do projeto do que derrubar paredes durante a obra;
  • O telhado é um dos itens mais caros da construção; mansardas e outros recortes no desenho da cobertura representam mais custos de material e mão de obra;
  • Concentrar banheiros e cozinha numa mesma área permite otimizar o uso da tubulação hidráulica necessária;
  • Sobrados geralmente custam menos que casas térreas; com o mesmo telhado cobre-se o dobro de área construída, além de utilizar-se praticamente o mesmo tipo de fundação;
  • A construção de ambientes como adega e salão de jogos somente devem ser previstos caso sejam realmente utilizados;
  • Uma planta cheia de recortes dificulta a execução do serviço, requer mais material e representa mais área de pintura;
  • Recortes em pisos de cerâmica, azulejos e outros materiais de acabamento (para assentamento nos cantos) são fonte de desperdício, pois dificilmente é possível aproveitar as sobras. Ambientes projetados com dimensões adequadas às medidas-padrão desses materiais evitam essas perdas.

PLANEJAMENTO
  • Depois que o projeto estiver completamente definido, é necessário um planejamento da obra. Elaborada em conjunto com o profissional responsável pela obra, uma planilha pode registrar a ordem de execução dos serviços, duração e custo de cada fase da obra, evitando-se gastos com mão-de-obra e/ou materiais não necessários no momento;
  • O fluxo de caixa deve ser controlado para não correr o risco de parar a obra por falta de dinheiro (obra demorada é sempre mais cara). Anotar na planilha todos os gastos e sempre guardar recibos e notas fiscais, pois eles serão úteis para declaração do Imposto de Renda e para enfrentar eventuais problemas legais;
  • Mesmo que os materiais de acabamento ainda não tenham sido escolhidos, devem ser anotadas na planilha especificações dadas por quem fez o projeto, como tamanho, espessura, tonalidade, classe de abrasão e nível de absorção de água das cerâmicas, o mesmo valendo para outros itens, como madeira e carpete, poupando tempo na hora de pesquisar e comprar.

CONTRATAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA
  • Preferencialmente, somente chamar profissionais conhecidos ou indicados por amigos ou parentes; se possível, é bom ver um trabalho pronto;
  • Utilizar uma equipe que normalmente trabalha para o seu arquiteto ou engenheiro pode ser mais cômodo, mas nem sempre sai mais em conta. Caso outros operários competentes e de confiança sejam conhecidos, verificar com o profissional responsável pela obra se não há empecilhos, fazer a cotação com os dois grupos e então decidir;
  • Quando se tem um empreiteiro, é ele o responsável pela contratação e pagamento de encargos trabalhistas. Se a administração da obra não contar com esse profissional, é importante estabelecer uma relação contratual por escrito com os operários, especificando o tipo de serviço que se espera deles, o prazo e o valor. Não se deve esquecer de recolher o INSS dos trabalhadores, caso contrário esse valor terá que ser acertado de uma só vez ao requerer o Habite-se à prefeitura, evitando problemas com a Justiça do Trabalho;
  • Determinar uma forma de pagamento baseada na produção, estabelecendo assim que o pagamento da mão-de-obra ficará condicionado ao cumprimento de determinadas etapas e prazos.

COMPRA DE MATERIAIS
  • Pesquisar exaustivamente os preços de materiais e pedir orçamentos por escrito. Para poupar tempo, verificar se a loja fornece orçamentos por fax ou e-mail. Fazer a pesquisa levando em conta os parâmetros estabelecidos pelo profissional que elaborou o projeto, tentando achar a melhor relação entre qualidade e preço (não esquecendo que, além do custo de construção, há também um de manutenção, ou seja, materiais de baixa qualidade só são economia a curto prazo, e em pouco tempo a obra começará a apresentar problemas);
  • Lembrar de incluir o frete na conta da pesquisa, caso necessário;
  • Às vezes, é possível fechar um pacote para a compra de uma grande quantidade de materiais numa única loja e, assim, negociar um desconto ou o pagamento a prazo. A pechincha é regra básica;
  • Tentar, se possível, fazer compras em conjunto caso haja vizinhos construindo perto. Quanto maior a quantidade de material encomendado, maior o poder de barganha para negociar preços, além de ser possível dividir os custos de frete;
  • Conferir se o material entregue na obra é o mesmo comprado e se está na quantidade certa. Cuidados redobrados devem ser tomados com material a granel, como areia;
  • Pesquisar também em lojas de materiais de demolição e cemitérios de azulejos. Neles é possível encontrar muita coisa em bom estado e por um bom preço (nas capitais onde virou moda materiais de demolição, eles chegam a custar mais caro que o material novo. A alternativa é procurar em cidades pequenas ou nas proprias demolições);
  • A compra antecipada de materiais de acabamento deve ser feita considerando uma margem de aproximadamente 10% de sobras para cobrir quebras e consertos futuros.
ACOMPANHAMENTO
  • É importante acompanhar de perto a obra para ter certeza de que o planejamento está sendo cumprido e de que não há desperdícios. Caso isso não seja possível, deve-se escolher um profissional competente e de confiança para tanto.

ESTOCAGEM
  • Observar o prazo de validade de materias como o cimento. Não deve ser armazenada muita quantidade nem com muita antecedência (a planilha ajuda essa programação);
  • O material deve estar protegido da chuva, vento e outras intempéries. A areia e o cimento têm que ser cobertos, a madeira em local abrigado e com ventilação. Evitar deixar materiais em caixas de papelão ao relento;
  • Evitar construir no período mais chuvoso de sua região.

 ACABAMENTO
  • Evitar comprar materiais da moda; os tradicionais, além de ser mais baratos, são mais fáceis de repor;
  • Pisos de cimento queimado coloridos podem substituir mármores e granitos em locais que pedem resistência a um custo baixo. Se não for bem executado, o piso pode rachar;
  • Paredes internas não precisam de reboco, podendo-se pintar diretamente o tijolo aparente com latéx, economizando massa e mão de obra. Nas paredes externas é possível aplicar um reboco feito com areia naturalmente colorida, que custa o preço do reboco normal e não precisa de pintura. Para maior garantia, pode-se fazer uma proteção com silicone;
  • Materiais de acabamento nobre mais baratos podem ser encontrados, junto aos fornecedores, em promoção ou sobras;
  • Seguir a linha da parede no assentamento de pisos e azulejos consome menos peças; a colocação na diagonal requer mais recortes, implicando em mais material para cobrir a mesma área;
  • Os azulejos não precisam ir até o teto; as meias-paredes podem receber um barrado colorido para complementação;
  • Evitar esquadrias desnecessárias, pois, individualmente, elas são o item mais caro da obra. Elementos vazados podem eventualmente substituir algumas delas sem prejuízo da iluminação ou ventilação;
  • No entulho da obra podem existir materiais que podem ser reutilizados (por exemplo, pedriscos que sobram a cada peneirada de areia podem virar um caminho no jardim);
  • Se possível, utilizar peças de linha, em tamanho-padrão, para gabinetes, pias e espelhos.

15/02/12

Caracteristicas e montagem de lajes pré-fabricadas

Caracteristicas
Cimento, agregados (areia e pedra), água e armadura de aço.

Aspecto

Devem ser homogêneos, compactos e com arestas vivas, não apresentar trincas, fraturas ou outros defeitos que possam prejudicar o seu assentamento, resistência e durabilidade ou o acabamento em aplicações aparentes, sem revestimento. Se destinados a receber revestimento, devem ter a superfície suficientemente áspera para garantir uma boa aderência.

Modulação

O processo de fabricação (mistura homogênea, prensagem, secagem e cura controlada), deve conferir aos produtos grande regularidade de formas e dimensões possibilitando a modulação da obra já a partir do projeto.
É importante observar as dimensões estabelecidas em norma, bem como seus limites de tolerância. Quando vazados, observar ainda a espessura das paredes que compõem os blocos, pois fora das especificações, comprometem sua resistência.

Tipos de Vigotas

14/02/12

Laje de EPS - O que é?


Quando está se reformando é muito normal surgirem dúvidas em relação a fazer laje ou até mesmo qual o material que vai ser usado. As lajes tem que ser bem construídas, afinal, não adianta ter um grande trabalho para construir toda a estrutura de uma casa e quando for fazer a laje não escolher o melhor material.

A Laje de EPS (Isopor) é uma das melhores lajes do mercado e estão cada vez mais acessíveis pelos seus preços baratos. Existem muitas vantagens em se fazer a Laje de EPS, uma delas é que as Lajes de EPS têm um grande isolamento térmico e também um isolamento acústico incrível.

A Laje de EPS tem a vantagem de ser leve e solicita menos estrutura o que facilita e muito.

Então, não tem porque não comprar Laje de EPS sendo que ela é muito melhor que as outras. Conheça empresas responsáveis de Laje de Isopor e aproveite para colocar na sua casa.

Vantagens da Laje de EPS
  •     Mernor carga e alivio das estruturas e fundações da Casa.
  •     Redução no tempo gasto com a Obra.
  •     Recorte da Laje facilitado para passagem de Tubulações e afins.
  •     Livre de perda por quebra.
  •     Menor quantidade de Escoramento utilizado.
Fonte da notícia

10/02/12

Construção Sustentável

Os conceitos de sustentabilidade estão cada vez mais penetrando nos segmentos urbanos. Obviamente, ainda são grandes as mazelas que aterram sobre o mundo inteiro, entre elas encontram-se o acúmulo de resíduos industriais e domésticos; os resíduos provenientes da construção civil também estão entre os fatores que mais degradam as grandes e médias cidades. Para reduzir esses efeitos e ao mesmo tempo para visar o aproveitamento dos setores que se encontram em alto desperdício devido às más projeções da construção civil, o desenvolvimento sustentável e suas idéias vêm sendo aplicadas a construção civil, na arquitetura e no urbanismo.

Na construção sustentável, muitos critérios integram bons adventos, desde a seleção dos materiais, como o uso consciente das madeiras, até aplicações mais complexas, como um sistema que permite o reaproveitamento da água da chuva, para usos diversos. A construção civil alia-se a arquitetura para a formação de novos padrões de casas, prédios e condomínios com a estrutura voltada à sustentabilidade, podem-se citar, por exemplo, os prédios que utilizam de grande número de janelas, para evitar o consumo desnecessário da luz elétrica. As construções civis conscientes com a responsabilidade ambiental optam por mudanças na implantação de canteiros, de modo a evitar o acúmulo de resíduos, os desperdícios de materiais, a instrução dos colaboradores, etc.

Outros exemplos de aplicação da sustentabilidade na construção civil são: reservatórios de areias com o intuito de filtrar a água das chuvas em cantos estratégicos da obra do condomínio. Aproveitamento de pedras das regiões em que se constrói com a finalidade de se evitar os gastos com transportes. Paredes térmicas ou telhados com plantas que visam à retenção térmica mais aquecida ou mais fria dependendo do local, evitando os gastos com a energia.

Obviamente que ainda há muitas medidas e descobertas a serem tomadas a partir do momento em que se visa uma perspectiva de uma construção sustentável, tais quais: pesquisas científicas apropriadas para calcular vantagens técnicas de baixo e de alto custo. Assim como medidas técnicas, que reduzam a exploração e o gasto de recursos naturais essenciais.

09/02/12

Quais tipos de laje se pode usar na construção de uma residência?

As lajes de concreto são encontradas em grande parte das casas brasileiras. Muitas vezes, mesmo havendo um telhado de telhas de barro, alumínio ou fibrocimento cobrindo a residência, por baixo desta estrutura existe uma laje de concreto, cuja função é aumentar o isolamento ou apenas servir como forro para os ambientes.

As lajes são estruturas planas, em geral feitas de concreto, que se apoiam nas vigas da construção. Podem também se apoiar diretamente sobre os pilares, embora esta solução seja menos comum em construções residenciais. Para entendermos melhor os tipos de lajes, vamos dividi-las em duas categorias: as maciças e as pré-moldadas (ou pré-fabricadas).

Lajes maciças

 

A laje maciça, ou moldada in loco, é totalmente construída na obra a partir de uma fôrma, normalmente de madeira, na qual é despejado o concreto. Antes, é montada a armadura de vergalhões metálicos que dá mais resistência ao sistema. Após a secagem do concreto, está pronta a laje.

Os pontos altos desse sistema são a menor suscetibilidade a trincas e a fissuras, e a facilidade de vencer grandes vãos, além do acabamento liso da parte inferior. Porém, as fôrmas exigem um consumo considerável de madeira; a laje é mais pesada, o que exige mais do restante da estrutura, e o custo final, normalmente, é mais alto.

As lajes maciças moldadas in loco também se dividem em alguns tipos:

A simples é a mais comuns. Esta laje é formada por uma superfície plana lisa na parte superior e inferior e se apoia nas vigas da construção.

As lajes do tipo cogumelo são parecidas com as lajes simples, mas se apoiam diretamente sobre os pilares. Como toda a carga da laje é transferida para um ponto com pequena área (o topo do pilar), deve-se evitar o fenômeno que chamamos de "punção", isto é, o risco de o pilar "furar" a laje como uma agulha pode furar uma folha de papel. Assim, a área de contato entre laje e pilar deve ser aumentada e reforçada. Em geral isso é feito com o aumento da quantidade de ferro e da espessura da laje apenas nesse ponto, criando "chapéus" sobre os pilares.

Lajes nervuradas ou do tipo "caixão perdido" são formadas pela união de vigas e lajes e foram mais usadas em edifícios antigos. Um conjunto de vigas é concretado junto com uma laje superior e outra inferior. Esse conjunto de laje + vigas + laje forma um sistema único chamado de laje nervurada. Por aproveitar a altura das vigas, essas lajes conseguem vencer grandes vãos com relativamente pouca espessura. Nos apartamentos com esse tipo de laje é fácil eliminar paredes porque o forro será uma grande superfície lisa, livre de vigas. O espaço entre a laje inferior e a superior não pode ser acessado, daí o nome "caixão perdido".

Além dessas podemos citar outros tipos de lajes maciças, como as mistas e as duplas, entre outras, mas que são menos usadas em residências.

Lajes pré-moldadas

As pré-moldadas ou pré-fabricadas são as lajes que já chegam prontas ou semi-prontas na obra. São compostas por placas ou painéis de concreto preenchidos com materiais diversos a fim de formar um conjunto resistente.

Como vantagem, o sistema apresenta o custo acessível e a facilidade de montagem. Além disso, dispensam a grande quantidade de madeira usada na execução das lajes convencionais. A desvantagem está em eventuais problemas de acabamento e na maior propensão a trincas. Entretanto, desde que bem projetadas, são muito eficientes. Alguns dos tipos mais frequentes de lajes pré-fabricadas são:

Lajes treliçadas com lajotas cerâmicas – são as mais baratas para vencer pequenos vãos. Pequenas vigotas de concreto com uma armadura superior em forma de treliça são colocadas lado a lado e o espaço entre elas é preenchido com lajotas cerâmicas. Após a montagem, joga-se o concreto por cima dessa estrutura e o conjunto adquire resistência. É talvez o sistema mais usado atualmente em pequenas residências, mas deve-se tomar cuidado com as lajotas, que são frágeis e podem quebrar durante o transporte, a montagem e a concretagem.

Lajes treliçadas com isopor – são muito parecidas com o tipo anterior, mas o espaço entre as vigotas de concreto é preenchido com blocos de isopor. São muito leves, de fácil montagem e a instalação de canos e conduítes é muito simples. Entretanto não se pode fazer furos na parte inferior dessas lajes e para que o acabamento tradicional de chapisco e reboco possa aderir no isopor é necessária a aplicação de cola especial.

Lajes de painéis treliçados – são compostas por painéis de concreto (mais largos do que as vigotas usadas nos outros tipos de laje) que, na montagem, ficam encostados uns nos outros, compondo a própria fôrma para o concreto. Esse sistema permite que vãos maiores sejam vencidos. Além disso, pela resistência inicial dos painéis, uma quantidade menor de madeira é necessária para o escoramento. Não é necessário nenhum acabamento por baixo da laje, que já pode ficar aparente pelo bom acabamento dos painéis, o que costuma agradar aos arquitetos. Chega a ser em alguns casos 30% mais cara do que as lajes com lajotas cerâmicas, mas apresentam uma qualidade muito superior. Ainda assim são mais baratas do que as maciças.

Lajes alveolares – menos usadas em residências, são compostas por grandes painéis, geralmente protendidos (ou seja, cuja armadura é constituída por cabos de aço de alta resistência, tracionados e ancorados no próprio concreto), que vencem vãos muito grandes. O transporte deve ser feito com guindastes, devido ao grande peso. Por essas razões são pouco utilizadas em residências, que normalmente têm vãos pequenos entre as vigas ou pilares. O custo para estruturas de pequeno porte não é competitivo.

Além desses tipos principais, podemos citar outras lajes pré-fabricadas menos usadas em residências, como a steel deck (com formas metálicas), as lajes Atex, também conhecidas como "Danoninho", porque suas fôrmas parecem potes do iogurte, entre outras.

A escolha da melhor laje para a sua residência deve ser feita pelo arquiteto e pelo calculista da obra. A importância em escolher a laje mais adequada para cada construção está diretamente relacionada à estética desejada, qualidade da obra, à resistência, à durabilidade da sua estrutura, à economia de materiais e à saúde do seu bolso.